Sala
Sérias, secas, as pessoas se sentam. Servem-se símbolos, sorvem-se certezas. Sabem-se superiores sem saber de si. Sustentam-se sobre sutis submissões: um “sim”, um “claro”, um “certo”, bem colocados.
E seguem sábias de aparência, santas de fachada, senhoras do nada, sempre seguras, sempre sãs, sempre sem sangue.