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Poema · Nov. 2025 · Salvador – BA

Sala

Matheus Occhiali

Sérias, secas, as pessoas se sentam. Servem-se símbolos, sorvem-se certezas. Sabem-se superiores sem saber de si. Sustentam-se sobre sutis submissões: um “sim”, um “claro”, um “certo”, bem colocados.

E seguem sábias de aparência, santas de fachada, senhoras do nada, sempre seguras, sempre sãs, sempre sem sangue.

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