Que Pena, Sky
Aqui, o vento chama. Cambaxirra voa. Bem-te-vi cega. Tié pinga no galho.
A arma cala. E o silêncio acerta. Não há fuga. Há o instante. E o instante é cartucho.
Se fores asa, corta o vento. Se fores pena, que seja queda. Se fores sombra, que seja chão. Mas não caias mudo. Canta. Mesmo que sangre. Mesmo que seja último.
O voo é oferenda. Quem mira, guarda. Quem observa, colhe. Quem escreve, entalha. Quem cala, morre. E o instante... é pena.
O homem come. O corvo sorri. O urubu esberra. A pena sobra.