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Poema · Set. 2025 · Salvador – BA

Elegantemente Podre

Matheus Occhiali

Verde na pele cansada, a carne cede dobrada, cai do galho sem nada, promessa curta, cortada.

O galho cedo rejeita, a seiva falha e suspeita, química empurra e ajeita, vigor vazio, se deita.

No chão o corpo ferve, a fruta amarga e serve, ninguém prova, nada conserve, resto precoce se perde.

No espelho a casca é rosto, sem brilho, cedo sem gosto, o fruto cai, imposto, corpo e fruta, mesmo posto.

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