Elegantemente Podre
Verde na pele cansada, a carne cede dobrada, cai do galho sem nada, promessa curta, cortada.
O galho cedo rejeita, a seiva falha e suspeita, química empurra e ajeita, vigor vazio, se deita.
No chão o corpo ferve, a fruta amarga e serve, ninguém prova, nada conserve, resto precoce se perde.
No espelho a casca é rosto, sem brilho, cedo sem gosto, o fruto cai, imposto, corpo e fruta, mesmo posto.