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Poema · Set. 2026 · Salvador – BA

Depois do Circo

Matheus Occhiali

Recolhi os tigres do quintal, baixei as bandeiras do varal, fechei as janelas para o Sol e pus os pratos sobre a mesa.

Mandei guardar todos os punhais, deixei o meu amor viver, acertei o relógio da parede e esperei a hora de jantar.

Arranquei os sonhos do jardim, plantei manjericão no lugar. As raízes procuravam terra, eu procurava algum lugar.

Mas lá fora ainda havia festa, a cidade insistia em não parar. E eu, cansado de nascer e morrer, só queria voltar para jantar.

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