Depois do Circo
Recolhi os tigres do quintal, baixei as bandeiras do varal, fechei as janelas para o Sol e pus os pratos sobre a mesa.
Mandei guardar todos os punhais, deixei o meu amor viver, acertei o relógio da parede e esperei a hora de jantar.
Arranquei os sonhos do jardim, plantei manjericão no lugar. As raízes procuravam terra, eu procurava algum lugar.
Mas lá fora ainda havia festa, a cidade insistia em não parar. E eu, cansado de nascer e morrer, só queria voltar para jantar.