Cinzas de Quarta
O verão esqueceu de ir embora. E guardo ainda as cores, como quem veste a esperança; sem promessa de festa.
À quero, flores batem devagar, educado, sorrio. E aponto o jardim ao lado. Não é delas minha quaresma.
As horas chegam sem aviso. Guardo-as. Chico ecoa um cálice. Viver, talvez, seja isso; essa espera, absurda, por uma quarta-feira que nunca amanhece.